(47) 9 9718-6687
Médicos cubanos no Brasil se revoltam com Cuba: “Você se cansa de ser um escravo”

Médicos cubanos no Brasil se revoltam com Cuba: “Você se cansa de ser um escravo”

Em um raro ato de desafio coletivo, dezenas de médicos cubanos que trabalham no exterior para ganhar dinheiro para suas famílias e seu país estão movendo processos judiciais para romper fileiras com o governo cubano, exigindo ser libertados do que um juiz chamou de “uma forma de trabalho escravo”.

Milhares de médicos cubanos trabalham no exterior sob contrato com as autoridades cubanas. Países como o Brasil pagam ao governo comunista da ilha milhões de dólares por mês para fornecer serviços médicos, o que efetivamente torna os médicos de Cuba sua exportação mais valiosa.

Mas os médicos recebem uma pequena parte desse dinheiro, e um número cada vez maior dos que estão no Brasil começou a se rebelar. No ano passado, pelo menos 150 médicos cubanos moveram ações em tribunais brasileiros para contestar o acordo, exigindo ser tratados como profissionais independentes, ganhando salários plenos, e não como agentes do Estado cubano.

“Quando você sai de Cuba pela primeira vez, descobre muitas coisas que não sabia”, disse Yaili Jiménez Gutierrez, uma das médicas que moveu a ação. “Chega uma hora em que você se cansa de ser escravo.”

Há décadas, artistas e atletas cubanos têm desertado durante viagens ao exterior, e a maioria deles acabava nos EUA. Mas os processos no Brasil representam uma rebelião incomum que visa uma das iniciativas típicas de Cuba. Enviar médicos ao exterior não é apenas uma maneira de Cuba ter uma receita muito necessária, mas também ajuda a promover a imagem do país como uma usina de médicos que habitualmente presta ajuda ao mundo.

As contestações jurídicas são ainda mais importantes porque os médicos perderam a possibilidade de realizar um plano comum: ir para os EUA. O governo americano, que há muito tenta minar os líderes cubanos, havia criado um programa em 2006 para receber os médicos cubanos, com o objetivo de aumentar a fuga de cérebros da ilha caribenha.

Mas em janeiro, em uma das suas últimas tentativas de normalizar as relações com Cuba, o presidente Barack Obama encerrou o programa, que tinha permitido que os médicos cubanos estacionados em outros países obtivessem vistos permanentes nos EUA.

“O fim do programa foi um enorme golpe para nós”, disse Mayreilis Álvarez Rodríguez, outra médica que moveu ação no Brasil. “Era a nossa saída.”

O fim do programa de vistos significa que o futuro desses médicos agora está nas mãos dos tribunais brasileiros. Estes em geral decidiram contra os médicos, mas alguns juízes os apoiaram, permitindo que os médicos trabalhem por conta própria e sejam pagos diretamente.

A contestação dos médicos os coloca em risco de sofrer sérias repercussões do governo cubano, inclusive ser proibidos de entrar na ilha e ver suas famílias durante anos.

As sementes da rebelião foram plantadas há um ano em uma conversa entre um médico cubano e um religioso em uma aldeia remota no Nordeste do Brasil.

Anis Deli Grana de Carvalho, uma médica de Cuba, estava chegando ao fim de seu contrato médico de três anos. Mas como se casou com um brasileiro ela queria ficar e continuar trabalhando.

O pastor ficou indignado ao saber que, sob os termos de seu emprego, os médicos cubanos ganham apenas aproximadamente um quarto do valor que o governo brasileiro paga a Cuba por seus serviços.

Ele rapidamente a pôs em contato com um advogado em Brasília. No final de setembro do ano passado, ela recorreu a um tribunal federal para poder trabalhar como autônoma.

Em um prazo de semanas, dezenas de outros médicos cubanos seguiram o caminho de Grana e moveram ações judiciais. O governo brasileiro, que fechou o acordo com Cuba em 2013 para fornecer médicos a partes do país pouco atendidas, está apelando nos casos em que os médicos ganharam, e acredita que vai prevalecer.

“Não há injustiça”, disse o ministro da Saúde do Brasil, Ricardo Barros. “Quando eles assinaram, concordaram com as condições.”

Álvarez disse que o valor oferecido pelo governo cubano para trabalhar durante alguns anos no Brasil pareceu atraente a ela e a seu marido, Arnulfo Castanet Batista, também médico, quando assinaram em 2013.

Significava deixar para trás seus dois filhos, aos cuidados de parentes, mas cada um deles ganharia R$ 2.900 por mês –que na época valiam cerca de US$ 1.400 e hoje valem US$ 908. A quantia parecia enorme, comparada com os cerca de US$ 30 mensais que os médicos cubanos ganham em seu país.

“Era uma oferta muito aceitável, em comparação com o que ganhávamos em Cuba”, disse Álvarez.

Então eles se despediram dos filhos e embarcaram em voos para o Brasil, somando-se à primeira onda de médicos cubanos recebidos nos aeroportos com placas de boas-vindas e camisetas de Che Guevara.

Na época, o governo do Brasil, liderado pela presidente Dilma Rousseff (PT), considerava a expansão do atendimento de saúde essencial para seu objetivo de construir uma sociedade mais igualitária. Cheio de dinheiro com o apogeu das matérias-primas, o Brasil importou milhares de médicos de Cuba e de alguns outros países para fornecer atendimento em áreas remotas e pobres sob o programa Mais Médicos.

A OMS (Organização Mundial de Saúde), uma agência da ONU, ajudou a fechar o acordo. Sob ele, o Brasil paga a Cuba aproximadamente US$ 3.620 por mês por médico, ou quase quatro vezes o que os médicos cubanos ganham por meio do acordo. Aproximadamente 18 mil médicos cubanos passaram períodos no Brasil e cerca de 8.600 continuam no país.

Cai taxa de mortalidade

A ONU chamou o programa de uma história de sucesso, notando que reduziu a taxa de mortalidade infantil e ampliou o atendimento às comunidades indígenas.

“O projeto Mais Médicos é replicável e seria potencialmente benéfico em qualquer país que decida adotá-lo”, disse o Programa de Desenvolvimento da ONU em um relatório no ano passado.

Isso perpetuaria uma injustiça, alegam alguns médicos cubanos. Assim que chegaram a Santa Rita, uma aldeia pobre no Estado do Maranhão, Álvarez e seu marido começaram a se sentir incomodados com as condições do contrato que tinham assinado, especialmente depois de fazer amizade com médicos de outros países.

“Começamos a ver que as condições para os outros médicos eram totalmente diferentes”, disse ela. “Eles podiam ficar com suas famílias, trazer os filhos, e os salários eram muito mais altos.”

A centenas de quilômetros de distância, em Minas Gerais, Jiménez, 34, achava o trabalho compensador, mas também começou a acumular ressentimento.

“Você estuda em Cuba e a educação é gratuita, a saúde é gratuita, mas a que preço?”, disse ela. “Você acaba pagando por isso durante a vida inteira.”

Meses antes do fim de seu período de três anos, no último outono, alguns médicos cubanos que se casaram com brasileiros tiveram a possibilidade de prolongar sua estada. Outros, incluindo Álvarez e seu marido, foram avisados que deveriam voltar para casa.

Os médicos cubanos infelizes com sua situação formaram um grupo no WhatsApp. André de Santana Corrêa, um advogado brasileiro, disse que seu celular começou a zumbir constantemente quando médicos cubanos em todo o país começaram a lhe enviar mensagens pedindo ajuda.

Depois de analisar seus contratos, Santana concluiu que os acordos descumpriam as proteções de igualdade previstas na Constituição brasileira.

No final do ano passado, juízes emitiram liminares em alguns casos, concedendo aos médicos cubanos o direito de permanecer como profissionais autônomos, ganhando salários plenos. Um juiz federal em Brasília declarou os contratos cubanos “uma forma de trabalho escravo” que não poderia ser tolerada.

Mas o juiz federal que conduziu o caso de Grana decidiu contra ela, declarando que permitir que os médicos descumpram seus contratos representava “riscos indevidos nas esferas diplomática e política”.

Logo depois que as primeiras liminares foram concedidas, supervisores cubanos no Brasil chamaram os médicos que tinham movido ações e os demitiram de imediato, segundo vários médicos. Cada um teve a oportunidade de embarcar em um avião para Cuba em 24 horas –ou enfrentar o exílio durante oito anos.

As autoridades cubanas não responderam a pedidos de comentários, mas uma postagem na página da Brigada Médica no Facebook inclui uma referência oblíqua à polêmica.

“Muitos de nós parecem ter esquecido, quando embarcamos nesta missão, que assinamos um contrato”, diz a postagem. “É por isso que você tem fraquezas e erros que começam a erodir os dignos valores com que nossos pais nos criaram.”

Quando ficou claro que a maioria dos médicos estava perdendo na Justiça, o grupo no WhatsApp se tornou um lugar para os médicos fazerem estratégias e se queixarem.

“Nós nos mantemos fortes”, disse Jiménez, que diz estar desempregada desde que foi demitida em junho e agora está proibida de voltar a Cuba durante oito anos.

“É triste deixar sua família, amigos e sua terra”, disse ela. “Mas aqui estamos em um país onde você é livre, onde ninguém lhe pergunta aonde você vai ou lhe diz o que deve fazer. Em Cuba, sua vida é ditada pelo governo.”

Barros, o ministro da Saúde brasileiro, disse que os médicos cubanos não devem sentir que são mal recompensados, porque seus salários são semelhantes ao dos médicos brasileiros durante a residência.

“Nenhum deles até hoje se queixou a mim das condições de trabalho”, disse ele.

O advogado Santana diz esperar que a Suprema Corte do Brasil aceite o caso. Mas como o tribunal está sobrecarregado de processos uma decisão definitiva poderá demorar anos.

Reportagem original de The New York Times, por Ernesto Londoño com a colaboração de Lis Moriconi e tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves. 
Imagens de: Dado Galdieri para o The New York Times. Fonte da notícia: https://notícias.uol.com.br.
Notícia original postada em 29/09/2017 > Atualizada 15/11/2018
Método Canguru contribui para desenvolvimento de bebês prematuros

Método Canguru contribui para desenvolvimento de bebês prematuros

Buscar qualidade na atenção prestada à gestante, ao recém-nascido e à família, promovendo, a partir de uma abordagem humanizada e segura, o contato pele a pele entre a mãe/pai e o bebê é o objetivo do Método Canguru. É usado, especialmente, quando o bebê prematuro e/ou de baixo peso necessita ser internado após o nascimento. Essa separação dos pais, necessária, não deve, entretanto, impedir proximidade e continuidade dos cuidados familiares.

O Método Canguru é uma tecnologia que promove a qualificação do cuidado do recém-nascido internado em Unidade Neonatal no Sistema Único de Saúde (SUS). O toque da família acolhe o bebê em meio a procedimentos na rotina, muitas vezes, intensa e delicada, de uma Unidade Neonatal e é fundamental, ao lado do suporte clínico, para sua sobrevivência. Traz um toque de amor e humanidade em um projeto de cuidado singular envolvendo pais, irmãos, avós e redes de apoio familiar e social.

É nesse contexto que de forma gradual e progressiva, o contato pele a pele favorece vínculo afetivo, estabilidade térmica, estímulo à amamentação e o desenvolvimento do bebê. A estudante Ramívia Rodrigues da Silva há dois meses está com o pequeno Josué no Hospital Regional da Ceilândia e lá foi onde conheceu o método que já mostra resultados na saúde do pequeno: “Eu não tinha ouvido falar, mas como ele nasceu prematuro extremo aprendi a colocar o método canguru em prática aqui no HRC e fez muita diferença para o Josué”, explica Ramívia. Aos poucos o bebê ganha peso e demonstra melhora no quadro de saúde.

O contato pele a pele, que é a base do Método Canguru, começa com o toque evoluindo até a posição canguru. A chamada “posição canguru” tem este nome por acomodar o bebê de modo semelhante ao mamífero australiano, que coloca o filhote na bolsa abdominal. Ele é iniciado de forma precoce e crescente, por livre escolha da família, pelo tempo que mãe/pai e bebê entenderem ser prazeroso e suficiente.

É uma tecnologia de saúde que vem mudando a assistência neonatal no Brasil, pois amplia os cuidados prestados ao bebê para além das necessidades biológicas. O método canguru foi incorporado no SUS em março de 2000, e a norma de orientação para a implantação foi publicada por meio da Portaria 1683 SAS/MS de 12 de julho de 2000.

Métodos Alternativos

Circula na internet informações sobre o uso de polvos de crochê nas Unidades Neonatais como alternativa importante para salvar a vida de prematuros já que os tentáculos do polvo poderiam proporcionar ao bebê a sensação de ainda estarem conectados ao cordão umbilical da mãe.

O Ministério da Saúde não orienta o uso de polvo de crochê como instrumento terapêutico para a recuperação de bebês prematuros internados. O polvo, desde que respeitadas as normas de controle de infecção hospitalar, pode ser utilizado como brinquedo. Os tentáculos de crochê não oferecem os estímulos e sensações proporcionados pelo cordão umbilical na vida intra-uterina, como tem sido divulgado. É o contato pele a pele com a mãe que proporciona ao bebê sons, cheiro e movimento familiares e favorecem sa recuperação e desenvolvimento da criança.

Conheça ainda outros benefícios do Método Canguru:

• Menor tempo de internação do bebê
• Adequado controle da temperatura
• Menos paradas respiratórias durante o sono
• Diminuição do choro e do estresse
• Aumento do aleitamento materno
• Aumento do vínculo pai-mãe-bebê-família
• Estimulação sensorial positiva
• Diminuição de infecção hospitalar
• Controle e alívio da dor

Leia também: Nota Técnica nº 8 /2017 – Dispõe sobre o uso de “Octopus” nas Unidades Neonatais

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

CFM concede isenção de 80% na anuidade para empresas médicas de pequeno porte

CFM concede isenção de 80% na anuidade para empresas médicas de pequeno porte

A Resolução CFM 2185/2018, que disciplina as regras de cobrança das anuidades dos Conselhos Regionais de Medicina, concedeu, em seu artigo 13, isenção de 80% da anuidade para empresas médicas que atendam alguns requisitos, veja a literalidade da norma:

Art. 13 As pessoas jurídicas compostas por, no máximo, dois sócios, sendo obrigatoriamente um deles médico, enquadradas na primeira faixa de capital social, constituídas exclusivamente para a   execução   de   consultas   médicas   sem   a   realização   de   exames   complementares   para diagnósticos –realizados  em  seu  próprio  consultório –,  que  não  possuam  filiais  e  não mantenham contratação de serviços médicos a serem prestados por terceiros poderão requerer ao Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição até 20 de dezembro de 2018, um desconto de 80%sobre o valor da anuidade fixada no caput do artigo 11. O pagamento deve ser feito de acordo  com  o  estabelecido  no  artigo  11  e  parágrafos,  mediante  apresentação  de  declaração subscrita pelo médico responsável pela empresa, indicando seu enquadramento nessa situação.

Parágrafo único. Para a obtenção do desconto, a pessoa jurídica e respectivos sócios médicos e  responsável  técnico  deverão  estar  em  situação  cadastral  regular,  bem  como  quite  com  o pagamento das anuidades e da taxa de certificado de regularidade de exercícios anteriores.

Além desse desconto interessante para Pessoas Jurídicas, o CFM define, nessa mesma norma os valores de anuidades para o próximo exercício, veja abaixo com os nossos destaques:

Art. 2º O valor integral da anuidade de pessoa física para o exercício de 2019 será de R$ 750,00 (setecentos e cinquenta reais), com vencimento até o dia 31 de março de 2019.

O pagamento  integral  da  anuidade  poderá  ser  efetuado  com  desconto  ou  parcelado  nos seguintes prazos e valores:

I – Do pagamento com desconto:

a) Até 31 de janeiro de 2019, no valor de R$ 712,50 (setecentos e doze reais e cinquenta centavos);

b) Até 28 de fevereiro de 2019, no valor de R$ 727,50 (setecentos e vinte e sete reais e cinquenta centavos).

II – Do pagamento parcelado:

Em até  cinco  parcelas  mensais,  sem  desconto,  com  vencimento  no  último  dia  dos meses  de  janeiro  a  maio  de 2019,  desde  que o  interessado faça a  opção  até  o  dia  20 de janeiro de 2019 junto ao Conselho Regional de Medicina a que está vinculado.

Não havendo expediente bancário no dia do vencimento estabelecido nos incisos I e II do § 1º, o prazo fica postecipado para o primeiro dia útil seguinte.

Quando  da  primeira  inscrição  do  médico  em  qualquer  Conselho  Regional  de  Medicina,  o pagamento  da  anuidade  será  efetuado  com  base  no  valor  estabelecido  no  caput  deste  artigo, obedecendo  à  proporcionalidade  dos  meses  do  ano  e  com  o  desconto  de  60%(sessenta  por cento).

Para ler a resolução do CFM na íntegra clique aqui.

 

Médico deve “meter a colher” quando o assunto é violência doméstica, mas há regras a seguir

Médico deve “meter a colher” quando o assunto é violência doméstica, mas há regras a seguir

De acordo com o Atlas da Violência de 2018, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)[1], só em 2016, mais de quatro mil mulheres foram assassinadas no Brasil, o que significa 4,5 homicídios a cada 100 mil brasileiras – um aumento de 6,4% em 10 anos.

Quando se trata de violência doméstica contra mulheres, os números também são assustadores. Conforme dados publicados no Panorama da Violência Contra as Mulheres no Brasil[2], do Observatório da Mulher Contra a Violência, só em 2015 foram registrados mais de 75 mil atendimentos a mulheres vítimas de violência, sendo que 50,16% deles corresponderam a violência física, 4,54% a violência sexual, e 5,17% a cárcere privado. Até o final de 2017 tramitavam 1.273.398 processos referentes à violência doméstica no país[3].

Mesmo com a Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em setembro de 2006 para coibir a violência doméstica e familiar prevenindo a perpetuação do ciclo de violência e punindo os responsáveis por estes atos, os casos de feminicídio continuam em crescimento. Dois exemplos recentes ilustram o cenário. O primeiro foi a morte da advogada paranaense Tatiane Spitzner, que foi espancada repetidas vezes pelo marido e em seguida encontrada morta em decorrência da queda do quarto andar do prédio onde morava o casal. O segundo caso emblemático foi o da corretora de imóveis Karina Garofalo, assassinada a mando do ex-marido porque, de acordo com as investigações até o momento, o casal brigava na Justiça por uma partilha de bens e o ex-marido não aceitava que Karina estivesse em um novo relacionamento.

Amplamente comentados nas redes sociais, os casos geraram protesto para combater o dito popular de que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. A hashtag #metaacolher ou suas variações, como #metaacolhersim, tiveram grande divulgação recentemente. Os casos suscitaram indignação, mas também dúvidas sobre os limites e as consequências legais da intervenção de terceiros em uma situação de violência doméstica.

 Médico pode “meter a colher”, mas há regras para evitar processos

Quando o médico se depara em consultório ou pronto-socorro (PS) com uma paciente que suspeita estar sofrendo violência doméstica, muitas vezes não sabe como agir. Até onde o médico pode ir para investigar mais profundamente o caso e, quem sabe, até mesmo denunciá-lo às autoridades competentes?

De acordo com coordenador do Núcleo de Violência Sexual do Hospital Pérola Byington, Dr. André Malavasi, é importante que o médico preste atenção a vários detalhes durante a consulta. Uma anamnese bem-feita, por exemplo, já traz indícios claros de que a mulher está sendo vítima de violência doméstica.

“É importante uma anamnese ampla, com escuta ativa. Precisamos deixar a mulher falar de forma livre e espontânea, e prestar atenção aos sinais indiretos para perceber o grau de ansiedade em que ela se encontra”, diz o Dr. Malavasi.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Dr. Lavínio Nilton Camarim, explica que o médico não consegue adivinhar que a mulher sofreu violência, mas que há indícios mostrando que isso ocorreu, e que a melhor forma é estabelecer uma relação de confiança durante a consulta para que a paciente se sinta confortável para relatar o que se passou.

Fonte: https://portugues.medscape.com

Médico será indenizado após sofrer agressão

Médico será indenizado após sofrer agressão

A 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou homem acusado de agredir um médico a indenizá-lo em R$ 10 mil a título de danos morais.

De acordo com os autos, o profissional foi o responsável por avisar a família de uma paciente que ela teria caído do leito no momento em que estava sendo preparada para ser removida. Os familiares dela ficaram irritados com a situação e determinaram ao médico que não chegasse mais perto da paciente, criando, para tanto, uma linha imaginária como limite. Ele foi agredido por um dos familiares porque teria, supostamente, ultrapassado o limite imposto.

Em seu voto, a desembargadora Marcia Dalla Déa Barone afirmou que não ficou caracterizada conduta do profissional que justificasse a agressão sofrida por ele. “Conquanto aduza o réu que vivenciou situação extremamente desgastante, iniciada com a burocracia do convênio que não autorizou a realização dos exames e determinou a remoção da paciente de 87 anos de idade para outro nosocômio, de se destacar que tal fato não tem o condão de esclarecer ou explicar o motivo da agressão sofrida pelo profissional da área médica, até porque incumbia ao mesmo informar aos familiares o ocorrido.”

        A votação foi unânime e contou com a participação dos desembargadores Beretta da Silveira e Egídio Giacoia.

        Apelação nº  1105713-84.2013.8.26.0100

        Comunicação Social TJSP – WL (texto) / internet (foto ilustrativa)

F.Chavess Advogados Associados

MÉDICOS E DENTISTAS, FIQUEM ATENTOS AO SIMPLES NACIONAL EM 2018

MÉDICOS E DENTISTAS, FIQUEM ATENTOS AO SIMPLES NACIONAL EM 2018

Faz algum tempo que os profissionais prestadores de serviços médicos e odontológicos buscam alternativas que possibilitem a redução da tributação incidente sobre suas atividades. Até o ano de 2014, os profissionais que optavam por empreender através da constituição de uma pessoa jurídica em uma dessas atividades, ao que se refere a regime de tributação de suas receitas, só podiam escolher entre Lucro Real ou Lucro Presumido, e sem muita opção, grande parte dessas empresas se mantinham no Lucro Presumido se sujeitando a uma carga tributária média de 16,93%.

Com a promulgação da Lei Complementar nº 147 de 2014, as atividades médicas e odontológicas passaram a ter mais uma opção de regime de tributação por meio do Simples Nacional, um regime unificado de tributação que permite ao contribuinte reduzir as obrigações acessórias e em alguns casos, reduzir a carga tributária incidente sobre sua atividade.

Contudo, com a alteração de agosto de 2014, que passou a vigorar em 2015, o efeito esperado no que se refere a carga tributária foi negativo, pois devido aos médicos e dentistas terem sido incluídos no anexo VI da Lei Complementar 123 de 2006, a alíquota inicial, para empresa que faturam de 0 a 180 mil no ano ficou em 16,93% e para aquelas que faturam 3,6 milhões no ano ficou em 22,45%, ou seja, desde o início de suas atividades, a alíquota já seria maior do que a do Lucro Presumido.

Passaram-se dois anos, eis que surge uma nova alteração e com ela uma luz no fim do túnel passa a brilhar para que os médicos e dentistas possam migrar suas empresas para os Simples Nacional obtendo vantagens tributárias. Foi por meio da Lei Complementar nº 155 de 2016 que passou a ser possível tributar as atividades destes contribuintes em um anexo mais vantajoso, o anexo III. Mas como nada é perfeito, principalmente no que se refere a questões tributárias em nosso país, essa alteração teve seu efeito postergado para 1º de janeiro de 2018.

Demorou mas chegou! 2018 está aí e com ele também vem aquela velha questão que interessa a todos os brasileiros: como faço para pagar menos impostos?

Bom, para os médicos e dentistas há uma possibilidade viável e segura de reduzir consideravelmente sua carga tributária. A partir desse ano as empresas que possuírem uma despesa com folha de pagamento igual ou superior a 28% do faturamento (para fins de enquadramento é necessário considerar os últimos 12 meses), poderá se enquadrar no anexo III do Simples Nacional se sujeitando a uma alíquota inicial de 6% sobre o seu faturamento e se eximindo pagamento do INSS patronal sobre a folha.

Sendo assim, orienta-se que seja realizado estudo e o nosso escritório, em parceria com a KJM Contabilidade, está a disposição para lhe oferecer a melhor assessoria jurídica e contábil.

Caso queira saber mais sobre o assunto, entre em contato conosco!